14 de abril de 2012

Lei 8112: Remuneração

Remuneração NÃO é salário. Remuneração é o vencimento mais as vantagens (gratificados permanentes) de caráter pessoal. É irredutível nos vencimentos e nas vantagens permanentes e NÃO pode ser menor que o Salário Mínimo


Em 1994, a Lei 8852, criou a expressão “os vencimentos”, que são: Vencimento + vantagens (GAI), na qual o vencimento seria padrão e as vantagens a GAI. A lei não foi revogada, logo, usa-se as expressões “remuneração” e “vencimentos”.

Existem vantagens que são permanentes e não se perde quando aposenta (é quando o legislador diz que incorpora)

As vantagens incluem:

  • G – gratificações (DAS, gratificação natalina [13o])
  • A – Adicionais (atividade insalubre, serviço extraordinário, adicional noturno)
  • I – Indenizações (diárias, ajuda de custo, transporte, auxílio-moradia) 


Lei 8112: Provimento

De acordo com o Prof. Nicácio, as formas de provimento podem ser mais facilmente memorizadas por meio da fórmula: NPA IAVC e dos versos abaixo.

  • N - Nomeação: (provimento originário - primeiro ato, que originou o vínculo com o serviço público)
  • P - Promoção: 
  • A - Aproveitamento: Eu aproveito o disponível
  • I - reIntegração:  Eu reintegrado o demitido
  • A - reAdaptação: Eu readapto o incapacitado
  • V - reVersão: Eu reverto o aposentado
  • C - reCondução: Eu reconduzo o inabilitado ou ocupante de cargo do reintegrado

Lei 8112: Formas de Vacância - PP FERAD

De acordo com Prof. Nicácio, as formas de vacância (art. 33) podem ser mais facilmente memorizadas pelo PP FERAD

  • P - Promoção (gera vacância e provimento)
  • P - Posso em outro cargo não acumulável
  • F - Falecimento
  • E - Exoneração
  • R - Recondução
  • A - Aposentadoria
  • D - Demissão

Lei 8112: Demissão X Exoneração


Demissão ≠ exoneração

Demissão é uma pena aplicada mediante infração.

Penalidades disciplinares (Art. 127):

  1. advertência;
  2. suspensão;
  3. demissão;
  4. cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
  5. destituição de cargo em comissão;
  6. destituição de função comissionada.

A demissão será aplicada nos seguintes casos (Art. 132):

  1. crime contra a administração pública;
  2. abandono de cargo;
  3. inassiduidade habitual;
  4. improbidade administrativa;
  5. incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
  6. insubordinação grave em serviço;
  7. ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
  8. aplicação irregular de dinheiros públicos;
  9. revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
  10. lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
  11. corrupção;
  12. acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
  13. transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117 - Ao servidor é proibido:
    1. valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
    2. participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
    3. atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
    4. receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
    5. aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
    6. praticar usura sob qualquer de suas formas;
    7. proceder de forma desidiosa;
    8. utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;


A exoneração não tem caráter sancionador (punitivo). É a dispensa do servidor público concursado gerando-se vacância (Art 33).  

A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício (Art. 34).
  • Parágrafo único.  A exoneração de ofício dar-se-á:
  1. quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
  2. quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.

A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Art. 35)
  1. a juízo da autoridade competente;
  2. a pedido do próprio servidor.



12 de abril de 2012

Governança de TI por meio do COBIT - Control Objectives for Information and related Technology

O COBIT é um framework, um guia de boas práticas, para governança corporativa de TI. Esse framework utiliza-se dos recursos de TI que são: aplicações, informações, infraestrutura e pessoas.

O COBIT é composto de 4 domínios, formado por 34 processo e 318 objetivos de controle.

1. Planejar e Organizar (PO): 

PO1 Definir um plano estratégico de TI 6 OCs 
PO2 Definir a arquitetura de informação 4 OCs 
PO3 Determinar o direcionamento tecnológico 5 OCs 
PO4 Definir os processos, organização e relacionamento de TI 15 OCs 
PO5 gerenciar o investimento em TI 5 OCs 
PO6 comunicar as diretrizes e expectativas da diretoria 5 OCs 
PO7 Gerenciar os recursos humanaos de TI 8 OCs 
PO8 Gerenciar a qualidade 6 OCs 
PO9 Avaliar e gerenciar os riscos de TI 6 OCs 
PO10 Gerenciar projetos 14 OCs 


2. Adquirir e Implementar

AI1 Identificar soluções automatizadas 4 OCs 
AI2 Adquirir e manter software aplicativo 10 OCs 
AI3 Adquirir e manter infraestrutura de tecnologia 4 OCs 
AI4 Habilitar operação e uso 4 OCs 
AI5 Adquirir recursos de TI 4 OCs 
AI6 Gerenciar mudanças 5 OCs 
AI7 Instalar e homologar soluções e mudanças 9 OCs 


3. Entregar e suportar

DS1 Definir e gerenciar níveis de serviço 6 OCs 
DS2 Gerenciar serviços de terceiros 4 OCs 
DS3 Gerenciar capacidade e desempenho 5 OCs 
DS4 Assegurar continuidade de serviços 10 OCs 
DS5 Assegurar a segurança dos serviços 11 OCs 
DS6 Identificar e alocar custps 4 OCs 
DS7 Educar e treinar usuários 3 OCs 
DS8 Gerenciar a central de serviço e os incidentes 5 OCs 
DS9 Gerenciar a configuração 3 OCs 
DS10 Gerenciar os problemas 4 OCs 
DS11 Gerenciar os dados 6 OCs 
DS12 Gerenciar o ambiente físico 5 OCs 
DS13 Gerenciar as operações 5 OCs 


4. Monitorar e Avaliar

ME1 Monitorar e Avaliar o Desempenho 6 OCs 
ME2 Monitorar e Avaliar os Controles Internos 7 OCs 
ME3 Assegurar a Conformidade com Requisitos Externos 5 OCs 
ME4 Prover a Governança de TI 7 OCs 



Resumo sobre ITIL - Information Technology Infraestructure Library

O padrão de gerenciamento de serviço, Information Technology Infraestructure Library (ITIL) foi bancado pelo governo Britânico, na década de 80. Em 1991 foi lançado o ITIL versão 2, que foi amplamente adotado em todo mundo.
O ITIL é um conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura, operação e manutenção de serviços de TI, agrupados em cinco processos:

Estratégia do Serviço (Service Strategy)

  • Definição da estratégia
  • Gerenciamento financeira
  • Gerenciamento do portfólio de serviço
  • Gerenciamento da demanda



Projeto/desenho de serviço (Service Design)

  • Gerenciamento do nível de serviço
  • Gerenciamento de disponibilidade
  • Gerenciamento de capacidade
  • Gerenciamento de serviços de TI continuados
  • Gerenciamento de segurança da informação
  • Gerenciamento de catálogo de serviços


Transição do serviço (Service Transition)

  • Gerenciamento de configurações e ativos de serviço
  • Planejamento de transição e suporte
  • Gerenciamento de liberação e entrega (release e deployment)
  • Gerenciamento de mudança
  • Gerenciamento de conhecimento
  • Papéis da equipe engajada na transição do serviço


Operação do serviço (Service Operation)

  • Balanceamento do conflito de metas (disponibilidade X custo)
  • Gerenciamento de evento
  • Gerenciamento de incidentes
  • Gerenciamento de problemas
  • Cumprimento dos pedidos
  • Gerenciamento de acesso


Melhoria contínua do serviço (Continual Service Improvement)

  • Ajustar e reajustar serviços de TI às mudanças do negócio
  • Definir claramente o que deve ser controlado e medido


11 de abril de 2012

CMMI-DEV: Áreas de Processo

Nível Processo Sigla Disciplina
2 - Gerenciado Gerenciamento de Requisitos REQM Gestão de Projeto
2 - Gerenciado Planejamento de Projeto PP Gestão de Projeto
2 - Gerenciado Monitoramento e Controle de Projeto PMC Gestão de Projeto
2 - Gerenciado Gerenciamento de Acordo com o Fornecedor SAM Gestão de Projeto
2 - Gerenciado Medição e Análise MA Suporte
2 - Gerenciado Garantia da Qualidade de Processo e Produto PPQA Suporte
2 - Gerenciado Gerência de Configuração CM Suporte
3 - Definido Desenvolvimento de Requisitos RD Engenharia
3 - Definido Solução Técnica TS Engenharia
3 - Definido Integração de Produto PI Engenharia
3 - Definido Verificação VER Engenharia
3 - Definido Validação VAL Engenharia
3 - Definido Foco de Processo Organizacional OPF Gestão de Processo
3 - Definido Definição de Processo Organizacional OPD Gestão de Processo
3 - Definido Treinamento Organizacional OT Gestão de Processo
3 - Definido Gerenciamento Integrado de Projeto IPM Gestão de Projeto
3 - Definido Gerenciamento de Riscos RSKM Gestão de Projeto
3 - Definido Análise de Decisão e Resolução DAR Suporte
4 - Gerenciado quantitativamente Desempenho de Processo Organizacional OPP Gestão de Processo
4 - Gerenciado quantitativamente Gerenciamento Quantitativo de Projeto QPM Gestão de Projeto
5 - Em otimização Inovação Organizacional e Implantação OID Gestão de Processo
5 - Em otimização Análise Causal e Resolução CAR Suporte

CMMI-DEV: Produção de software com qualidade


A tecnologia da informação (TI) transformou-se numa poderosa ferramenta de suporte aos negócios em todo mundo, fortalecendo as empresas por meio do aumento da produtividade, desburocratização e celeridade nos processos a um custo cada vez menor.
Uma pesquisa da infoworld, de 2001, ao perguntar aos dirigentes de empresas a cerca da importância da TI para os negócios, apurou que para 70% das empresas, TI é absolutamente essencial e para outras 20% das empresas, extremamente valioso. Logo, 90% das empresas atuam sobre bases de TI.
No segmento bancário, ano a ano, os investimentos aumentam. Em 2010, a FREBRABAM informou que 40% dos bancos informam que investirão ainda mais em 2011, superando assim os 22 bilhões de reais investidos no setor neste ano. Novos projetos, como a compensação de cheques digital é uma das prioridades, eliminando diversos custos na desmaterialização de mais um processo.
                Nesse cenário de alto investimento e alta relevância aos negócios, a qualidade de software é uma característica valorizada e perseguida, especialmente quando os estudos dos Standish Group mostram que 57% dos sistemas são entregues sabendo-se que tem defeitos, 68% dos projetos são entregues com atraso e 50% custam mais que o planejado.
Essa crescente exigência, levou o Software Engineering Institute (SEI) da Carnegie Mellon University nos Estados Unidos, em 1991, a criar um modelo integrado de maturidade da capacidade de fazer software, chamado atualmente de CMMI-DEV. Até o início de 2008, mais de 30.000 organizações reportaram os resultados de avaliação para o SEI, frutos da adoção desta metodologia. A partir desses relatórios, o SEI divulgou a redução média de custos de 34% e a redução média de prazo de entrega de 50%. Além disso, aumento médio da produtividade de 61%, de qualidade em 48% e da satisfação do cliente em 14%. Os dados também provaram que o retorno sobre o investimento feito na adoção de CMMI-DEV é de 4:1.
O modelo de maturidade é divido em 5 níveis e pode ser adotado por estágios ou de forma contínua. Cada nível possui um conjunto de área de processo (ao todo são 22 áreas), que é um grupo de práticas que quando realizadas, satisfazem metas que geram melhoria na capacidade de produzir software. Além de ser um guia de melhoria, o CMMI-DEV tem sido usado como critério para seleção de fornecedores e com benchmarking na indústria.
                Cada Área de Processo (PA) tem um propósito, se relaciona com outras áreas de processo e tem metas específicas (SG) e metas genéricas (GG). Respectivamente, cada meta possui práticas específicas (SP) e metas genéricas (GP).   
                Os cinco níveis de maturidade são: nível 1 – inicial (prática inconsistente), todas as empresas de software, sem a certificação CMMI, iniciam nesse nível; nível 2 – gerenciado (gerenciamento básico de projeto); nível 3 – definido (padronização dos processos); nível 4 – gerenciado quantitativamente; nível 5 – otimizando (melhoria contínua de processo).
                No nível 2, as áreas de processo são: gerenciamento de requisitos, planejamento de projeto, monitoramento e controle de projeto, gerenciamento de acordos com fornecedores, medição e análise, garantia da qualidade de processo e produto e gerenciamento de configuração. No nível 3: desenvolvimento de requisitos, solução técnica, integração de produtos, verificação, validação, foco no processo organizacional, definição do processo organizacional + IPPD, treinamento organizacional, gerenciamento integrado de projeto + IPPD, gerenciamento de riscos, análise de decisão e resolução.
                As áreas de processo do nível 4 são: desempenho do processo organizacional e gerenciamento quantitativo do projeto; do nível 5: inovação e implantação organizacional e análise de causa e resolução.

Papel e características de um gerente de projeto

O papel de um gerente de projeto difere de um gestor administrativo ou da área de produção, que visam atingir os resultados por meio da execução e de melhorias dos processos já definidos, na forma de atuação e, as vezes, na estrutura organizacional.
De acordo com a empresa, os gestores de projetos podem se reportar a um gerente funcional ou a um gerente de programa, ou a um gerente de portfólios ou ainda a um gerente de escritório de projetos. Em todos os casos, o objetivo é atender, cumprir com os requisitos do projeto, definidos pelo cliente.
Para uma gestão eficaz, além da estrutura funcional, faz-se necessário ao gestor um conjunto de habilidades e competências que podem ser agrupadas em três características chaves:

  1. Conhecimento: Domínio do conhecimento sobre os processos, sobre o gerenciamento de projetos
  2. Desempenho: Capacidade do gerente de projetos de realizar, de executar o que foi planejado, de acordo com seu conhecimento de gerenciamento de projeto.
  3. Pessoal: Refere-se ao comportamento do gerente na execução do projeto. Essa efetividade envolve atitudes e habilidades de liderança, como: capacidade de orientar a equipe do projeto, relacionar-se e conseguir a cooperação das demais áreas envolvidas; comunicar-se adequadamente envolvendo as pessoas e informando as partes interessadas.



Fonte: PMBOK 4ª Edição

Escritórios de projetos

Em grandes empresas, em áreas com muitos projetos em andamento, faz-se necessário a criação de um estrutura que dê suporte a todos os projetos, otimizando os recursos, que é chamada de escritório de projetos (Project Managament Office, PMO). Além de suporte, pode ser usado como a área responsável pelo projeto ou de onde saem os gestores de projeto.
Dentre as diversas formas que um PMO pode contribuir com a organização estão:

  • Gestão de recursos compartilhados;
  • Adoção corporativa, para todos os projetos, de melhores práticas, padrões e metodologias;
  • Orientação, aconselhamento, treinamento e supervisão;
  • Monitoramento da conformidade dos projetos
  • Definição e gestão de políticas, procedimentos, formulários e outros documentos;
  • Coordenação das comunicações entre os projetos.

Fonte: PMBOK 4ª Edição

PMBOK: Grupos de Processos e Áreas de Conhecimento

Áreas do Conhecimento Grupos de Processos
Iniciação Planejamento  Execução  Monitoramento e Controle  Encerramento
Integração - Fazer Termo de Abertura do Projeto - Plano Gerenciamento do Projeto -Dirigir e gerenciar execução de projetos - Monitorar e controlar trabalhos do
projeto
- Desenvolver controle de
mudanças integrado
- Encerrar o projeto ou a fase
Escopo
- Obter requisitos
- Definir escopo
- Criar Estrutura Analítica de Projeto - EAP (WBS)

- Verificar escopo
- Controlar escopo

Tempo
- Definir atividades
- Sequenciar atividades
- Estimar recursos por atividade
- Estimar duração das atividades
- Desenvolver cronograma

- Controlar cronograma
Custo
- Estimar custos
- Determinar orçamento

- Controlar custos
Qualidade
- Planejar qualidade - Desenvolver garantia de
qualidade
- Executar controle de qualidade
RH
- Desenvolver Plano recursos humanos - Contratar time do projeto.
- Desenvolver time do projeto.
- Gerenciar time do projeto.


Comunicação - Identificar stakeholders - Planejar comunicações - Distribuir informações.
- Gerenciar expectativas de partes
interessadas
- Reportar desempenho
Riscos
- Planejar gerenciamento de riscos.
- Identificar riscos
- Preparar analise qualitativa de
riscos
- Preparar analise quantitativa de
riscos
- Planejar respostas para riscos

- Monitorar e controlar riscos
Aquisições
- Planejar aquisições - Conduzir aquisições - Administrar aquisições - Encerrar aquisições

Fonte: PMBOK 4ª Edição

10 de abril de 2012

Gestão de Projeto baseado no PMBOK


Projeto é esforço temporário para a criação de um produto ou serviço ou resultado único, exclusivo. Assim, possui duas principais premissas: temporalidade (início e fim) e incerteza (o caminho a ser percorrido é desconhecido).
Considerando essas premissas e focando o ambiente de projetos de desenvolvimento de software, o Standish Group divulgou no Chaos Report de 1995 que, somente nos EUA, foram desperdiçados 81 bilhões de dólares em projetos fracassados. De um total de 175.000 projetos acompanhados, 31,1% foram cancelados antes de serem concluídos; 52,7% custaram quase duas vezes o valor do custo previsto inicialmente e apenas 16,2% teve sucesso. Esse mesmo relatório, em 2010, apresentou melhoras: 37% dos projetos teve  sucesso, 42% foram contestados e 21% fracassaram.
Para evitar este relevante e dispendioso risco de fracasso, faz-se necessário o uso de um conjunto de conhecimento envolvendo métodos, processos, técnicas e normas para uma eficaz gestão do projeto. Assim, surgiu o Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK), um conjunto de boas práticas consolidadas e adotadas pelos gerentes de projeto de todo mundo.
O PMBOK define a atividade de gerenciamento de projetos como sendo a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas à atividade do projeto de modo a atender seus requisitos. Essa gestão é realizada pela aplicação de 42 processos agrupados em 5 grupos: iniciação, planejamento, execução, monitoramente e controle e encerramento.
Os processos também podem ser agrupados em 9 áreas de conhecimento: integração, escopo, tempo, custo, qualidade, RH, comunicação, riscos e aquisições. Dessa forma, tem-se uma matriz grupos de processos X áreas conhecimento, onde são distribuídos os processos.
No grupo iniciação, são apenas dois processos: desenvolver o termo de abertura do projeto, da área de conhecimento integração e identificar partes interessadas (stakeholders) da área de conhecimento. No grupo planejamento tem-se 20 processos divididos em todas as áreas de conhecimento: integração, desenvolver o plano de gerenciamento do projeto; escopo, obter requisitos, definir escopo e criar EAP (WBS); tempo, definir e sequenciar atividades, estimar recursos por atividade e duração das atividades e desenvolver cronograma; custo, estimar custos e definir orçamento; planejar a qualidade; desenvolver plano RH; planejar comunicação; riscos, planejar gestão de riscos, identificar os riscos, fazer análise quantitativa e qualitativa e planejar respostas aos riscos; planejar aquisições.
No grupo execução tem-se 7 processos: integração, dirigir e executar execução de projetos; desenvolver garantia de qualidade; contratar, desenvolver e gerenciar equipe do projeto; distribuir informações e gerenciar expectativas dos interessados; conduzir aquisições.
Monitoramento e controle é outro grupo que conta com 8 processos: integração: monitorar e controlar trabalhos e controle de mudanças; verificar e controlar escopo; controlar cronograma, custos e qualidade; reportar desempenho; monitorar e controlar riscos e administrar aquisições.
Por fim, no grupo encerramento, composto de dois projetos: encerrar o projeto ou a fase e encerrar as aquisições.

Redação Oficial: Uso pronomes de tratamento

Público Pronome de Tratamento Envelope Vocativo (início de carta etc)
Executivo: Prefeito a Presidente da República Vossa Excelência A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Função
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, demais:
Senhor 'nome do cargo'
Legislativo: Presidente Câmera Municipal a Senadores Vossa Excelência A Sua Excelência o Senhor
Deputado Fulano de Tal
Função
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, demais:
Senhor 'nome do cargo'
Judiciário: Auditores, Juizes até Ministros Vossa Excelência A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Função
Excelentíssimo Senhor Presidente Supremo Tribunal Federal, demais:
Senhor 'nome do cargo'
Demais autoridades Vossa Senhoria Ao Senhor
Fulano de Tal
Senhor Fulano de Tal
Particulares Vossa Senhoria Ao Senhor
Fulano de Tal
Reitor Vossa Magnificência Magnífico Reitor,
Papa Vossa Santidade Santíssimo Padre,
Cardeais Vossa Eminência Reverendíssima Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
Arcebispos e Bispos Vossa Excelência Reverendíssima
Monsenhor, Cônego e Superiores religiosos Vossa Reverendíssima ou
Vossa Senhoria Reverendíssima
Sacerdotes, clérigos e demais religiosos Vossa Reverência

8 de abril de 2012

Resumo sobre LDAP - Lightweight Directory Access Protocol


O Lightweight Directory Access Protocol (LDAP) é um protocolo de acesso a serviço de diretório sob TCP/IP. Ele permite, recuperar um conteúdo, definir, atualizar e pesquisar dados. Segue o modelo X.500, que é uma árvore de nós, com seus respectivos atributos.
  • Bind: autentica no LDAP;
  • Search: procura por e/ou recupera entradas dos diretórios;
  • Compare: testa se uma entrada tem determinado valor como atributo;
  • ADD: adicionar uma nova entrada
  • Deleta: apaga uma entrada;
  • Modify: modifica uma entrada;
  • Modify DN: move ou renomeia uma entrada
  • Start TLS: protege a conexão co TLS/SSL
  • Abandon: aborta uma requisição prévia;
  • Extended Operation: operação genérica para definir outras operações;
  • Unbind: fecha a conexão, não o inverso de Bind.
O Open LDAP é uma implementação gratuita do LDAP. 

Endereço IP: Classes de Endereços

No início da definição do TCP/IP, os IPs foram divididos em estruturas chamadas classes (A, B, C, D e E). Hoje, na prática deixou de ser usado, abrindo espaço para o CIDR. Assim, didaticamente, temos a definição das classes.


  • Classe A: primeiro bit 0 (zero): 1.0.0.0 até 127.0.0.0;
  • Classe B: primeiros dois bits 0: 128.0.0.0 até 191.255.0.0
  • Classe C: primeiros três bits 0: 192.0.0.0 até 223.255.255.0
  • Classe D: primeiros quatro bits 0 (endereço multicast): 224.0.0.0 até 239.255.255.255
  • Classe E: primeiros cinco bits 0 (endereço especial reservado): 240.255.255.254



Endereço IP: Classes Especiais

Existem classes especiais na Internet que não são consideradas públicas, não são consideradas como endereçáveis, são reservadas, por exemplo, para a comunicação com uma rede privada ou com o computador local (localhost).


Classe Descrição
10.0.0.0/8 Rede privada (Classe A)
14.0.0.0/8 Rede pública
39.0.0.0/8 Reservado
127.0.0.0/8 localhost
128.0.0.0/16 Reservado (IANA)
169.254.0.0/16 Rede privada (Zeroconf)
172.16.0.0/12 Rede privada (Classe B)
192.168.0.0/16 Rede privada (Classe C)

A Internet Assigned Numbers Authority (IANA) é responsável pela coordenação global do DNS raiz, endereçamento IP, o protocolo de Internet e outros recursos.

Portas TCP e UDP dos principais serviços da Internet

Lista das portas dos principais serviços da Internet

Serviço Porta Obs
ftp-data 20 transferência de arquivos
ftp 21 transferência de arquivos
ssh 22 protocolo de acesso remoto
telnet 23 acesso remoto
smtp 25 serviço de envio de e-mail
time 37 atualização de relógio
nameserver 42 absoleto, substituido pelo DNS
nicname/whois 43 protocolo de consulta informações de domínios
tacacs 49 autenticação remoto; substituito pelo RADIUS
DNS 53 domain name server
bootps 67 bootstrap server; substituito pelo DHCP
bootpc 68 bootstrap client; substituito pelo DHCP
gopher 70 em desuso
http 80 WWW
kerberos 88 autenticação remota
pop2 109 Post Office Protocol: acesso a e-mails
pop3 110 Post Office Protocol: acesso a e-mails
sftp 115 simple ftp
nntp 119 usenet news; em desuso
netbios-ns 137 NETBIOS Name Server
netbios-dgm 138 NETBIOS Datagrama Service
netebios-ssn 139 NETBIOS Session Service
imap 143 imap v2
snmp 161 simple network management protocol
snmptrap 162 snmptrap
bgp 179 border gateway protocol
irc 194 internet relay chat; em desuso
imap3 220 imap v3
ldap 389 LDAP
https (ssl) 443 HTTP sobre SSL
smtps 465 SMTP sobre SSL
dhcp-client 546 DHCP v6  client
dhcp-server 547 DHCP v6  server
rtsp 554 Real Time Stream Control Protocol
imap4-ssl 585 IMAP4 + SSL
ldaps 636 LDAP sobre SSL
ftps-data 993 Dados do FTP sobre TLS/SSL
ftp 993 Controle do FTP sobre TLS/SSL
telnets 993 Telnet sobre TLS/SSL
imaps 993 IMAP sobre TLS/SSL
pop3s 995 POP3 sobre TLS/SSL
ms-sql-s 1433 SQL Server
ms-sql-u 1434 SQL Monitor
wins 1512 Microsoft Windows Name Service
mysql 3306 MySQL Server
postgres 5432 POSTGRES Server

Endereço IP: CIDR - Classless Inter-domain Routing

Em 1993, a divisão das classes IPs em A, B, C, D e E foram substituidas pelo CIDR - Classless Inter-domain Routing, dando maior flexibilidade para criação de subredes e assim, otimizando o endereço e roteamento sob a plataforma TCP/IP.

O endereço IPv4, formado por 4 octetos, somando 32 bits, sempre definem a rede e o host. Em conjunto com a máscara de rede ou sub-rede, consegue-se determinar com exatidão o endereço inicial (do gateway) e final (broadcast) da rede a que pertence o número IP.

Usando a notação CIDR, o endereço IP 192.168.0.55/27 indica com exatidão a rede a que pertence esse host. Para achar esse valor, basta fazer uma operação de AND entre o número IP (em binário) e o máscara indicada, nesse caso, pelo número /27 (serão 27 bit com número 1, indicando a rede, e os demais com bit 0, indicando o host)

1100 0000 . 1010 1000  . 0000 0000  .  0011 0111   [endereço IP do host]
(192)          . (168)          . (0)               .  (55)
1111 1111 . 1111 1111  . 1111 1111  .  1110 0000   [endereço da máscara]
(255)          . (255)          . (255)           . (224)
-----------------------------------------------------------------   (AND)
1100 0000 . 1010 1000  . 0000 0000  .  0010 0000    [endereço da rede]
(192)          . (168)          . (0)               . (32)



CIDR Subnet Mask Subnets Hots Rede Gateway Broadcast
/24 255.255.255.0 1 253 w.x.y.0 w.x.y.1 w.x.y.255
/25 255.255.255.128 2 125 w.x.y.0
w.x.y.128
w.x.y.1
w.x.y.129
w.x.y.127
w.x.y.255
/26 255.255.255.192 4 61 w.x.y.0
w.x.y.64
w.x.y.128
w.x.y.192
w.x.y.1
w.x.y.65
w.x.y.129
w.x.y.193
w.x.y.63
w.x.y.127
w.x.y.191
w.x.y.255
/27 255.255.255.224 8 29 w.x.y.0
w.x.y.32
w.x.y.64
w.x.y.96
w.x.y.128
w.x.y.160
w.x.y.192
w.x.y.224
w.x.y.1
w.x.y.33
w.x.y.65
w.x.y.97
w.x.y.129
w.x.y.161
w.x.y.193
w.x.y.225
w.x.y.31
w.x.y.63
w.x.y.95
w.x.y.127
w.x.y.159
w.x.y.191
w.x.y.223
w.x.y.255
/28 255.255.255.240 16 13 w.x.y.0
w.x.y.16
w.x.y.32
w.x.y.48
…
w.x.y.1
w.x.y.17
w.x.y.33
w.x.y.49
…
w.x.y.15
w.x.y.31
w.x.y.47
w.x.y.63
…
/29 255.255.255.248 32 5 w.x.y.0
w.x.y.8
w.x.y.16
w.x.y.24
w.x.y.32
…
w.x.y.1
w.x.y.9
w.x.y.17
w.x.y.25
w.x.y.33
…
w.x.y.7
w.x.y.15
w.x.y.23
w.x.y.31
w.x.y.39
…
/30 255.255.255.252 64 1 w.x.y.0
w.x.y.4
w.x.y.8
w.x.y.12
w.x.y.16
…
w.x.y.1
w.x.y.5
w.x.y.9
w.x.y.13
w.x.y.17
…
w.x.y.3
w.x.y.7
w.x.y.11
w.x.y.15
w.x.y.19
…

Agora que já aprendemos a calcular o endereço da rede, você pode precisar encontrar, baseado na notação CIDR o endereço da máscara de rede. Para fazer isso mais rapidamente, veja:


Endereço IP: 157.16.0.0/18

Considerando que  /18 é o número de bits que compõe a máscara de sub-rede, logo, temos 18 bits:

11111111.11111111.11000000.000000 = 255.255.192.0

Para transformar de bits para decimal, basta lembrar que a cada octetos temos um total de 28 que é igual a 256, assim, ir colocando os valores diretos e depois é só somar.

11111111 = 128+64+32+16+8+4+2+1 = 255
11111111 = 128+64+32+16+8+4+2+1 = 255
11000000 = 128+64+0+0+0+0+0+0 = 192
00000000 = 0+0+0+0+0+0+0+0 = 0

7 de abril de 2012

Protocolo SNMP: Simple Network Management Protocol


É um protocolo de gerência de redes, da camada aplicação, que facilita o troca de informações entre os dispositivos de rede (agentes) e o administrador da rede (gerente).
As funções que o gerente pode realizar por meio dos agentes são: 
  • GET (recuperar uma informação); 
  • GETNEXT (recuperar sequencias de informação);
  • SET (atribuir, definir novo valor).
  • Já a função TRAP é realizado pelo agente, enviando algum tipo de alerta ou informação ao gerente. 

O conjunto de todos os objetos SNMP é coletivamente chamado de MIB (Management Information Base)
Com relação a segurança, a versão 1 do SNMP não implementou nenhuma funcionalidade de segurança, permitindo a qualquer pessoa alterar configurações nos dispositivos. A versão dois trouxe diversas melhorias na segurança, , performance e comunicação. Na versão três, novas melhorias na segurança implementando privacidade, autenticação e controle de acesso.
O SNMP utiliza as portas 161 e 162 tcp e udp.

Camada de transporte: SCTP - Stream Control Transmission Protocol


O Stream Control Transmission Protocol (SCTP) é um protocolo da camada de transporte, atuando de forma muito similar ao TCP e UDP. Esse protocolo é orientado a mensagem, como o UDP, mas assegura confiança, utilizando controle de congestionamento com transporte de mensagens in-sequence, como o TCP.
Originalmente foi desenvolvido com a intenção de ser o protocolo de serviços de telefonia pela Internet (VOIP).